terça-feira, 31 de agosto de 2010

Meio tempo

Hum, o que falar desse meio tempo longe do blog e twitter ?
Bem, é difícil, mas não impossível, eu fiz o teste... ainda estou praticando mas resolvi passar aqui, pois parece que abandonei o blog não gosto dessa impressão de blog abandonado, sei lá, minha consciência fica pesada !

Nem sei bem ao certo o que contar viu, tanta coisa aconteceu nesse "meio tempo" e ainda estão acontecendo....
Mas o que ocorreu de grave foi meu irmão capotar de carro em São José dos Campos saindo do shopping colinas, graças a Deus ele e o namorado estão vivos e "bem", ele quebrou o nariz e fez uma cirurgia e com o meu cunhado não aconteceu nada, e o carro ? deu PT.

Enfim meu pai aumentou a velocidade da internet, melhorou e muuito meu desempenho aqui, pois uso a internet pra tanta coisa e a velocidade lenta me impedia de algumas tarefas serem concluídas com sucesso.

Hoje na sala de aula tomei uma borracha-da na face(ou melhor no nariz) e vi até estrelinhas, um ser desprovido de inteligência lá do fundão me acertou lá na frente. --' (Não vou entrar em detalhes, ainda estou chateada com o acontecido).

Fora os rolos da vida que eu vou deixar em off para evitar comentários mas a cada dia que passa eu quero mais ainda ir para escola, parece que sabe fica mais legal, não sei, é uma sensação boa ! rs


"Um aviso veio, para nos dizer
Um minuto e meio pra se entender
Nesse meio tempo tudo aconteceu
Menos de um segundo você e eu

Canso demais, dispenso tudo
Penso demais, descanso muito
No paraíso...

No paraíso,
Um dia impossível a gente esquecer
É esquisito,
eu fico mais tranquila com você..."

domingo, 15 de agosto de 2010

Momento depre

Hoje eu estava almoçando e pensando, enquanto meus pais conversam na mesa e o assunto era meu irmão e eu disse: mamãe, meu irmão está me deixando. Ela: ué filha, todos precisamos seguir nossos caminhos... Meu pai: É ué, assim como eu não fiquei com meus três irmãos até hoje, cada um segue seu caminho ! Foi o que me bastou para chorar e sair da mesa, eu sei disso maas é uma sensação triste, estranha, chata.... Sabe aquela pessoa que você sempre correu para contra seus problemas que mesmo brigados, ele te ouvia e tentava te ajudar e vice-versa, sempre fomos assim, já quebramos muuuito o pau por nossa diferença de idade serem de apenas 2 anos, vivíamos entre tranco e barrancos. Quando se amam, brigar é tão normal, as vezes é preciso de briga para algumas coisas se ajustarem, é normal.
Mesmo sabendo que meu irmão estará aqui na mesma cidade e tudo mais eu sei que nossa relação nunca mais será a mesma daqui pra frente, assim como ele está saindo agora e dará continuidade em sua vida um dia eu também irei, logo começo a pensar em tudo, vejo como meus pais tratam os irmãos deles e começo a chorar mais ainda. Meio que agora esta se rompendo um laço, agora não será mais comum aquelas viagens em família com a mesma sintonia de antes, com quem eu vou reclamar de alguém ou que o lugar está chato, que tal pessoa é estranha, desconversar quando uma conversar horrível está se encaminhando para ser debatida, se unir para ir contra meus pais, ir a certos lugares que só nós sabemos se divertir, almoçar comigo, dançar, comemorar a nossa maneira, de quem eu vou encher o saco quando eu estiver entediada, pedir os mais sábios conselhos quando tais assuntos não é legal para se conversar com os pais... Enfim é uma sensação de perca, por mais que ele esteja vivo, perto e etc, nossa relação de irmão não será mais a mesma. Eu terei que viajar, sair e etc, com meus pais sem ele, não gosto disso, nossos assuntos são diferentes... :(
- Parte boa: eu não escutarei mais, - "Tem que levar para seu irmão também."
Me sinto um "bebê Gigante" por está escrevendo tudo isso, mas é o realmente estou sentido e pensando. Eu entendo essa fase da vida que todos nós passaremos.
Mas é triste quando chega essa hora, triste porem necessário e fundamental para ambos crescerem. Quem já passou pro isso ou está passando me entende !

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.


Artur da Távola